Para Point (2001), a história da tecnologia inicia no exato momento em que o homem começa a utilizar a principal e mais importante ferramenta tecnológica de todos os tempos: o cérebro humano.
Um dos primeiros grandes feitos tecnológicos: a criação da prensa por volta de 1450 por Johann Gutenberg. Conforme Gates (1995), antes dessa invenção todos os livros eram copiados a mão. Os monges que em geral eram os encarregados de copiar a Bíblia, raramente conseguiam fazer mais de uma cópia por ano. A prensa de Gutenberg era, em comparação, uma impressora a laser de alta velocidade, o que foi, para época, uma revolução.
Levy (1996) determina a existência de três eras do conhecimento: a oral, a escrita e a digital, sendo que essa última apresenta com a velocidade da comunicação e está presente todo o mundo contemporâneo.
A escola atual tem que formar o cidadão capaz de ler e escrever em todas as linguagens do universo informacional em que está imerso. A sociedade contemporânea da revolução tecnológica, da cultura cibernética e da realidade virtual; exige um cidadão que saiba usar o caixa eletrônico do seu banco, usar uma máquina fotográfica digital e que saiba digitar seus candidatos favoritos na urna eletrônica. Para formar o cidadão do futuro, o professor do presente precisa estar preparado, precisa ter o domínio da tecnologia da informação
“Esta distância entre o mundo da informática e da comunicação com o mundo da educação é muito grande [...] Está claro que necessitamos de muito mais do que simplesmente aperfeiçoar o sistema educacional. O momento exige uma profunda transformação estrutural desse sistema.
“A atitude defensiva da escola e do sistema educativo está levando-os a desconhecer ou disfarçar que o problema de fundo está no desafio que lhe coloca um ecossistema comunicativo no qual o que emerge é outra cultura, outro modo de ver e ler, de pensar e de aprender.” (MARTIN-BARBERO, 2000)
[...] Esta geração já relaciona-se com as novas medias de forma diversa e já existem sinais de um novo processo de produção de conhecimento, ainda desconhecido pela escola.” Nelson Preto – FACED
No trajeto histórico e cultural da educação física escolar ela é vista como disciplina exclusivamente prática, porém essa concepção está sendo mudada com professores utilizando-se das aulas teóricas e da tecnologia como um recurso imprescindível para repensar e ter uma atitude crítica da cultura corporal.
• Há esportes que são impraticáveis na escola, como canoagem e ciclismo, mas que podem ser estudados por causa das tecnologias.
• Preparar uma atividade em vídeo sobre o judô, por exemplo, pode servir para explicar as regras que não ficam claras nas transmissões dos Jogos Olímpicos na TV.
MARTÍN-BARBERO, Novos Regimes de Visualidade e Descentramentos Culturais in: Filé, Valter (org) Batuques, Fragmentações e Fluxos. Rio de Janeiro, DP&A, 2000
LEVY, Pierre. O que é virtual. São Paulo. Editora Virtual. 1996
PRETTO, Nelson. Educação e inovação tecnológica: um olhar sobre as políticas públicas brasileiras. Disponível em: http://www2.ufba.br/~pretto/textos/rbe11.htm Acesso: 26 abr 2010
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