TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: DESENVOLVENDO AS POTENCIALIDADES DAS PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS
Jamine Emmanuelle. Henning , Rodrigo Rocha Ribeiro de Souza
A Educação Especial é uma das áreas da Educação que mais pode ser beneficiada com os avanços tecnológicos, sobretudo no que diz respeito as TICs, utilizadas como Tecnologias Assistivas. Essas tecnologias - produtos, metodologias, ou técnicas - permitem desvelar as potencialidades latentes de alunos com necessidades especiais, atenuando suas limitações. Essas pessoas possuem potencialidades que precisam ser catalisadas com propostas desafiadoras de comunicação, intervenção, ensino e interação social na busca do seu desenvolvimento pleno. O processo de inclusão faz-se necessário, especialmente no que diz respeito ao mundo do trabalho, onde as PNEEs devem conquistar seus direitos de cidadãos. As Tecnologias Assistivas podem oferece tal condição, quando desenvolvidas por educadores bem preparados, dispondo mais equidade e atenuando a discriminação existente e persistente na sociedade.
É de suma importância o reconhecimento das tecnologias assistivas - com metodologias e instrumentos diversificados - na produção do conhecimento, no processo de inclusão das PNEEs para uma educação de qualidade. É, pois, necessária uma formação de professores e técnicos para a Educação Especial que conheça o que são tecnologias assistivas e o que é inclusão social de fato, pois o uso de meios potencializadores podem abrandar as limitações geradas pela deficiência. Alunos com necessidades educativas especiais precisam de pró-atividade para que todos os meios disponíveis os impulsionem para constantes realizações.
A educação é, historicamente percebida como um dos caminhos apontados para a transformação da sociedade, e os avanços tecnológicos têm se mostrado cada vez mais freqüentes dentro da prática pedagógica.
Atualmente, a popularização do computador, da Internet, das salas multimeios , laboratórios e das salas-ambiente nas escolas vêm configurando-se como meios poderosos no processo de ensino-aprendizagem. Da mesma forma que as TICs utilizadas como tecnologias assistivas se apresentam como uma nova alternativa para a inclusão social e escolar das PNEEs e pessoas com deficiência.
Contudo, esses meios não podem ser utilizados sem distinção de uso quanto aos fundamentos cívicos, filosóficos e psicopedagógicos que os orientam, convertendo-se num fim em si mesmo, um modismo pedagógico e tecnológico.
Ter acesso ao conhecimento e à educação de qualidade é usufruir um dos aspectos da cidadania. As tecnologias assistivas aliadas ao ensino crítico e a formação competente de professores, na educação especial, ajudam a suprir uma lacuna extensa de conhecimento e de respeito perante as PNEEs , numa sociedade que rotula o perfil ideal (necessário) para dela se fazer parte, e suprir seus interesses.
O processo de inclusão faz-se necessário, especialmente no que diz respeito ao mundo do trabalho, onde estes indivíduos possam se inserir e vivenciar seus deveres e seus direitos como cidadãos participativos. As tecnologias assistivas são exemplos que podem proporcionar esse fator de eqüidade, permitindo desenvolver as potencialidades das PNEEs e atenuando a discriminação existente que provoca algumas restrições no meio familiar, pessoal, escolar e social. Cortelazzo chama a atenção para a necessidade de se desenvolver espaço para que o uso dessas tecnologias possa ser otimizado:
É importante ter-se como ponto de chegada, um cenário na Sociedade do Conhecimento que possibilite uma atenção adequada aos vários aspectos da integração dos portadores de necessidades especiais na sociedade e que tenha como foco a autonomia que poderá ser otimizada pelo desenvolvimento de capacidades viabilizadas pela utilização de diferentes tecnologias [1].
Diante disso, as evidências levam a crer que os processos e as práticas pedagógicas que ocorrem na escola, especial ou não, poderão ser reestruturados, com base na preparação dos profissionais envolvidos e adequadamente para a utilização das Tecnologias Assistivas. Nesta perspectiva, a produção social da escola especial poderá ser catalisada pelo acesso a essas tecnologias, visualizando-se a escola como um local de potencialização do conhecimento e do saber socialmente disponíveis, portanto um convite para rever as tradicionais teorias pedagógico-sociais e implementar uma proposta alternativa de reflexão e atuação perante a diversidade humana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário