INCLUSÃO ESCOLAR
A inclusão escolar é alvo de inúmeros questionamentos e reflexões, pois, a inclusão nos remete para além da inserção do aluno na escola, ela nos direciona as dimensões físicas e atitudinais que permeiam a área escolar, onde diversos elementos como a arquitetura, engenharia, transporte, acesso, experiências, conhecimento, sentimento, comportamentos, valores etc. coexistem, formando esse lócus extremamente complexo.
Se consultarmos o dicionário, verificamos que a palavra incluir significa compreender, abranger, fazer parte, pertencer, processo que pressupõe, necessariamente e antes de tudo, uma grande dose de respeito. A inclusão só é possível se houver respeito à diferença e, conseqüentemente, a adoção de práticas pedagógicas que permitam às pessoas com deficiências aprender e ter reconhecidos e valorizados os conhecimentos que são capazes de produzir, segundo e na medida de suas potencialidades. Qualquer procedimento, pedagógico ou legal, que não tenha como pressuposto o respeito à diferença e a valorização de todas as possibilidades da pessoa deficiente, não é inclusão.
A inclusão tem como objetivo incluir um aluno ou um grupo de alunos que não foram anteriormente excluídos. A meta da inclusão é, desde o inicio, não deixar ninguém fora do sistema escolar, que terá de ser adaptar às particularidades de todos os alunos para concretizar a sua metáfora - o caleidoscópio. Este instrumento precisa de todos os diferentes pedaços que o compõem para configurar os desenhos que se formam indefinidamente com os arranjos de seus elementos a cada giro do objeto pelo seu manipulador (GARCEZ, 2004).
Inserir os alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino constitui o primeiro passo para a jornada da inclusão - o passo mais indutor -, devendo ser seguido de medidas pedagógicas que garantam o acesso à aprendizagem e ao conhecimento proposto na vivencia escolar. Traduzindo na prática, é preciso acionar os meios que efetivamente possibilitem a permanência do aluno na escola, favorecendo-lhe o acesso ao currículo. (CARVALHO. 2001)
Cidade e Freitas (1997) dizem que a inclusão é um processo amplo, com transformações, que vai além dos ambientes físicos, deve partir da mentalidade de todas as pessoas, inclusive da própria pessoa com necessidades especiais. Promovendo assim uma sociedade que aceite e valorize as diferenças individuais, aprendendo a conviver dentro da diversidade humana, através da compreensão e da cooperação.
De acordo com o MEC (BRASIL, 1994), pessoa portadora de necessidades especiais é a que apresenta, em caráter permanente ou temporário, algum tipo de deficiência física, sensorial, cognitiva, múltipla, condutas típicas ou altas habilidades, necessitando, por isso, de recursos especializados para desenvolver mais plenamente o seu potencial e/ou superar ou minimizar suas dificuldades.
bom dia colega, adorei seu blog, parabéns!
ResponderExcluirEntão , como conclui Santos(apud MANTOAN,2003,p.34), "é preciso que tenhamos o direito de sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza e o direito de sermos iguais quando a diferença nos inferioriza."
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/5190/1/Inclusao-Escolar/pagina1.html#ixzz0wwzzbGUU
Olá Eli, adorei seu blog. As sugestões de filmes são ótimas.
ResponderExcluirVejamos o que diz Maria Montessori sobre a inclusão: “A pedagogia de Montessori insere-se no movimento das Escolas Novas, uma oposição aos métodos tradicionais que não respeitavam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança. Ocupa um papel de destaque neste movimento pelas novas técnicas que apresentou para os jardins de infância e para as primeiras séries do ensino formal.” Os princípios fundamentais do sistema Montessori são: “a atividade, a individualidade e a liberdade, enfatizando os aspectos biológicos, pois, considerando que a vida é desenvolvimento, Maria Montessori achava que era função da educação favorecer esse desenvolvimento”. (Vera Lúcia Zacharias)